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Henkel Adhesive Technologies

Henkel Adhesive Technologies

Isocianatos: a que se deve a sua importância e de que forma podem os fabricantes gerir o seu risco

A Henkel é líder de mercado em tecnologias de adesivos de Microemissão, com mais de uma década de experiência no desenvolvimento, produção e serviço de atendimento ao cliente.
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Carpinteiro industrial a operar a serra de cortar madeira durante o fabrico de móveis com porta de madeira

Todos os fabricantes nos mercados de mobiliário e componentes de construção utilizam adesivos para montar os seus produtos. Os termoadesivos de poliuretano (PUR) ocupam o primeiro lugar na lista no que concerne a aplicações exigentes, tais como a colagem de cantos, laminação plana e revestimento de perfis, uma vez que oferecem:

  • Resistência ao calor de classe mundial
  • Incomparável resistência à humidade
  • Amplo espectro de aderência
  • Baixo peso de aplicação do adesivo

Durante a aplicação, os termoadesivos de poliuretano são aquecidos até ao ponto de fundição e curados com humidade, formando um polímero reticulado resistente ao calor e a produtos químicos. Este "bloco de construção" versátil pode ser utilizado para construir uma variedade praticamente infinita de polímeros, que possibilitam a aderência do adesivo a diferentes substratos (incluindo madeira, plástico, vidro e a maioria dos metais), compensando os seus diferentes níveis de expansão térmica e, finalmente, oferecendo uma gama de propriedades de primeira classe:

  • Vasta gama de aplicações (bandas para cantos, linha reta, formação suave, colagem de superfícies, laminação, revestimento de perfis)
  • Elevada resistência ao calor (>150 °C/>302 °F) e flexibilidade a frio
  • Excelente resistência à humidade e a solventes

Os termoadesivos de poliuretano são formados a partir de isocianatos (tecnicamente di-isocianatos) e polióis. Estes são combinados para criar um "percursor" intermédio que será curado nas instalações dos nossos clientes para formar um polímero totalmente reticulado com um peso molecular extremamente elevado. Este é denominado produto reativo; estes produtos ainda contêm uma pequena quantidade de di-isocianatos monoméricos livres e altamente reativos.

Os riscos para a saúde associados aos isocianatos

À medida que um composto de poliuretano é aquecido durante a aplicação, a pressão do vapor de todos os componentes monoméricos e poliméricos individuais presentes no mesmo aumenta (tal como aconteceria com qualquer composto orgânico). Embora o di-isocianato monomérico possua uma baixa pressão de vapor (0,000005 mmHg a 20 °C), continua a ser possível que pequenas quantidades permaneçam no ar (e esta possibilidade aumenta a temperaturas mais elevadas). Tal como o vapor, este representa um risco para os operadores, uma vez que a inalação ou o contacto com a pele pode levar à sensibilização e, por sua vez, desencadear uma grave crise de asma em caso de exposição prolongada.

É aqui que entram em jogo os produtos de Microemissão – uma categoria introduzida pela Henkel que contém menos de 0,1% de di-isocianato monomérico. O termoadesivo de poliuretano tradicional contém entre 2 a 5% de di-isocianato monomérico.

A transição para soluções de Microemissão, combinada com as medidas de mitigação para controlo do contacto com a pele - sistemas de escape, equipamentos de proteção individual (EPI), painéis de proteção, entre outros - irá reduzir o risco para o nível mais baixo possível. Além disso, os produtos de Microemissão estão isentos de regulamentos futuros, podem ser utilizados na mesma linha que os termoadesivos convencionais e oferecem o mesmo padrão em termos de produto resultante. Assim sendo, estes revelam ser uma solução conveniente e segura para as empresas.

Porque se trata de uma questão crescente nos dias de hoje?

Este risco de isocianatos suspensos no ar já é reconhecido e regulado pelos limites de exposição profissional. Atualmente, existe uma iniciativa regulamentar que visa reduzir estes limites – principalmente através do REACH (Registo, avaliação, autorização e restrição de substâncias químicas) que se trata de um conjunto de regulamentos apresentados pela Agência Europeia dos Produtos Químicos. Em agosto de 2020, entrou em vigor uma atualização ao Anexo XVII do REACH, introduzindo maiores restrições relativamente a di-isocianatos puros e a misturas que contenham di-isocianato.

A partir de 24 de fevereiro de 2022, todos os produtos que contenham di-isocianato (quer sejam fornecidos de forma isolada ou como parte de uma mistura com outros produtos, desde que a concentração de di-isocianato seja superior a 0,1%) deverão apresentar uma declaração na respetiva embalagem com a nota: "A partir de 24 de agosto de 2023 é necessária formação adequada antes da utilização industrial ou profissional." Posteriormente, a partir de 24 de agosto de 2023, não poderão, de forma alguma, ser utilizados, a menos que sejam cumpridos requisitos rigorosos, conforme explicado abaixo.

Os utilizadores profissionais de isocianatos devem cumprir um de dois requisitos. O primeiro será que a concentração de di-isocianato seja inferior a 0,1% em todas as misturas que utilizam. O segundo é que todos os respetivos utilizadores industriais ou profissionais devem concluir com êxito a formação relativa à utilização segura das substâncias e dispor de certificação antes de poderem trabalhar com as mesmas. Esta formação será obrigatoriamente repetida a cada cinco anos. Para mais informações e para transferir materiais de formação, consulte safeusediisocyanates.eu.

Que papel desempenha a Henkel nesta tendência?

A Henkel é líder de mercado em tecnologias de adesivos de Microemissão, com mais de uma década de experiência no desenvolvimento, produção e serviço de atendimento ao cliente. Os nossos produtos termoadesivos de poliuretano de Microemissão permitem aos clientes cumprir o requisito de "concentração de di-isocianato inferior a 0,1%" e, desta forma, dar continuidade aos respetivos processos atuais com segurança e sem passar por formações adicionais.

Em última instância, cabe a cada cliente escolher o caminho a seguir para cumprir os regulamentos: adotar produtos de Microemissão ou passar pela formação necessária. Seja qual for a escolha, estaremos presentes para os apoiar, com o nosso elevado padrão de assistência técnica, serviço técnico e ampla operação de I&D, apoiados por anos de experiência a garantir que os produtos de Microemissão funcionam de forma perfeita e eficaz em condições reais de produção.

À medida que aumentamos ainda mais a sensibilização para a utilização segura de isocianatos, como será a evolução dos mercados de componentes de construção e mobiliário?

Irão surgir cada vez mais tecnologias seguras e sustentáveis e estas serão amplamente adotadas. Na Henkel, encontramo-nos em constante investigação de novas tecnologias que permitirão aos nossos clientes de inúmeras indústrias diferentes atingir os seus objetivos e dar um passo em frente nas suas jornadas de sustentabilidade.

A ubiquidade dos adesivos significa que necessitamos de os tornar o mais seguros e práticos possível. Mudar para componentes menos perigosos ou, idealmente, não perigosos é preferível, não só de uma perspetiva regulamentar, mas também para a saúde humana e para o meio ambiente. A combinação das mais recentes inovações de produtos com o "cinto de segurança" da gestão de riscos é a prática que recomendamos.

A um nível mais abrangente, cada vez mais clientes e consumidores irão solicitar produtos e soluções sustentáveis. Com a procura claramente presente, podemos desenvolver, como prioridade, soluções revolucionárias, tais como adesivos de base biológica ou recicláveis.

É verdade que os adesivos representam apenas uma pequena proporção das emissões "cradle-to-grave" (do berço à sepultura) de, digamos, uma cozinha. Mas pertencemos a um setor com uma perspetiva visionária. A sensibilização está a crescer e todos estamos a aceitar a necessidade de tomar medidas no que concerne às alterações climáticas. Este tornar-se-á um foco crescente para nós.

À procura de soluções? Podemos ajudar

Os nossos especialistas estão aqui para saber mais sobre as suas necessidades técnicas.

Carpinteiro industrial a operar a serra de cortar madeira durante o fabrico de móveis com porta de madeira